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Borderline... Será?!

Há cerca de um ano fui diagnosticada como Borderline. Talvez por ser mto solitária, inconstante, vazia. Com dores que não cabem em uma pessoa só. Não sei o que faço para me preencher de alguma maneira: sem amigos, sem namorado, sem nada. Enfim, graças a Deus tenho meus pais e meus bichos. Minha sobrinha Tb vejo às vezes. É isso que não me deixa pirar nem faz sentir tão sozinha. Fico pensando como pessoas que eu fato não têm ninguém conseguem sobreviver... E talvez esse dia chegue pra mim. Vivo pensando, talvez meus pais irão antes, o q seria natural. Como reagiria com a falta deles?! Passear pela casa e me deparar com essa solidão toda seria ou será muito difícil. Mas são situações inevitáveis, que devemos prever... Sinto-me tão só às vezes que parece que estou sendo rasgada ao meio, literalmente. Desparafusada e destroçada por um raio de dor que não tem tamanho, e que me enlouquece. Quando a dor vem, quando os complexos vêm, quando alguém me rejeita, tudo fica tão difícil. A idade ain...

Abraços, abraço, abs... Porque as coisas que nos faziam bem estão se perdendo

O mundo das letras é mesmo fascinante, então eu resolvi escrever mais um pouco, porque talvez me falte desabafar. Vivemos num mundo tão virtualizado, que é difícil até ter amigo para ajudar a regular nossas emoções, dar um abraço ou um conselho. Aliás, abraço, o que é isso? Gostaria de poder saber o que é um abraço nos dias de hoje, mas é difícil até no próprio lar! Vivo com meus pais e a comunicação às vezes é péssima, apesar de eles serem seres legais, são boas pessoas, mas não temos tanta afabilidade mais...  (E fui procurar no Michaelis o que era exatamente "afabilidade" e eis: 1 Qualidade do que é afável.  2 Brandura no trato; delicadeza, cortesia...".  Essa é a palavra. Daquelas que, de tão linda, quase nos abraça e nos leva juntos... Aquela palavra especial e carregada de significados como um...) Abraço. Uma palavra tão importante que quase nem ousamos pensar em seu significado real, porque um abraço não é como um tapinha nas costas. Pelo contrário, o abraço é aqu...

Poxa, vida... Um pouco de bipolaridade, border, esquizofrenia, síndrome de asperger e tdah, tudo misturado

 Estou estranhando esse ser de seis anos atrás, com nem ainda 34 anos. Como eu mudei, e como a idade, ou a proximidade dos 40, nos muda! Pode-se dizer que eu ainda era jovem, e uma jovem cheia de planos... Foi o que mais sempre tive: a cabeça nas nuvens, e os pés não muito no chão. Sou sonhadora, mas levei isso ao extremo, embora desconfie que eu nunca tenha regulado muito bem, e o mundo da fantasia tenha-me preenchido mais que o normal, e, para ser sincera, tenho feito exames psiquiátricos e psicológicos nos últimos anos, tenho tomado três tipos de remédio diferentes, e cada um pra uma coisa (depressão, bipolaridade, raiva) e estou ficando mais e mais desconfiada, também com mais raiva das coisas que deram errado, com medo de arriscar com bobagens, mas contraditoriamente arriscando mais, o que não sei ainda se é sinal de avanço... Também mais adepta ao estoicismo do que era, e na verdade eu só fui conhecer essa "filosofia" na pandemia, quando virou febre. E... Tanta coisa mu...

"Penso, logo, existo"

Descartes foi um dos mais brilhantes filósofos de todos os textos e tempos. De linha racionalista, talvez tenha alcançado uma das reflexões mais impressionantes que há, por o menos em minha humilde visão. Uma de suas mais célebres frases, se não a mais célebre, no entanto, é mal compreendida por aí. "Penso, logo existo" costuma ser utilizada de forma rasa, em vista do que o autor realmente propõe. Comumente, a expressão é interpretada como uma tentativa de valorizar o ato de pensar ou refletir. É certo que, sem ele, não somos seres significativos e podemos passar a vida de forma superficial e automática; mas não é disso que se trata. A profundidade do raciocínio é tão absoluta, que assusta, e ao mesmo tempo tão simples, que pode provocar o riso. Então, mais profundamente, eu te pergunto: você existe? E você me dirá: "Ora, que pergunta estranha, é claro o que eu existo". Da mesma forma, posso perguntar se tudo o que você vê, e sente, realmente existe, do jeito e da f...

O exemplo japonês

É de sapiência nacional que a colônia japonesa é uma das mais organizadas fora de seu país, e que por aqui assumiu um papel importante no desenvolvimento de várias cidades. Por consequência, é significativa sua participação na própria nação, através de um comportamento um tanto quanto diferenciado: valorizam os estudos ao extremo, destacando-se nas escolas públicas, privadas e nas faculdades. No comércio, sua marca registrada são os negócios familiares e, em todas as atividades, percebe-se que o esforço pessoal é incentivado. Corroborando com as informações captadas, foi publicada hoje esta matéria pelo Uol, revelando que estudantes de pai e mãe descendentes de japoneses, chegam a estar um ano à frente dos demais alunos nos estudos de matemática das escolas públicas.  Por estes e outros fenômenos, a filosofia que os nipônicos adotaram, em especial inseridos em nossa cultura, merece muitos estudos de caso, mas, numa breve e rápida consideração, pode-se perceber que, para além das ...

Fábio de Melo, o filósofo

Tenho refletido muito sobre os ensinamentos desse peculiar sacerdote. Nem tão 'padre', no conceito que estamos acostumados a presenciar, nem tão cantor ou escritor conforme o imaginário comum, ou mesmo apresentador e pregador como supõe nossa vã filosofia. Fábio de Melo, o padre, é, antes e acima de tudo, um ser humano que gosta de filosofar. Pode ser que ele mesmo não se entenda dessa forma, mas é nítido o quanto é possível classificá-lo nesta categoria. É claro que, devido a sua condição de padre, atém-se a questões existenciais e cotidianas, emoções e sentimentos, como forma de expressar-se em livros como o best-seller Quem me roubou de mim , ou em canções regravadas, como "O Caderno" (Toquinho) e "Paciência" (Lenine), e principalmente nas de sua própria autoria como "Humano amor de Deus" e "Tem Calma". E além da bagagem nos estudos da filosofia e pedagogia, Melo ainda engaja-se profundamente nas questões da psique humana. Confesso q...

O lado bom da igreja

De origem grega, a palavra 'igreja', ao pé da letra, significa um chamado 'para fora', e simboliza as assembleias, que reúnem-se para diversos fins, ligados à ideia de culto a Deus. Está intrinsicamente unida à palavra 'religião', do latim 'religare' ("religar", o homem a Deus). Igreja, em conceitos mais amplos e populares, pode ser tanto o templo de pedra quanto o corpo humano, ou uma filosofia religiosa mais abrangente, como o cristianismo e suas vertentes. É o que acontece, por exemplo, quando falamos de igrejas católicas, evangélicas, entre outros termos. Em tempos de intolerância, tanto a palavra 'igreja' quanto 'religião' geram arrepios em muitos, em parte pelo preconceito que existe em relação ao pensamento religioso, considerado conservador. Porém a pergunta que fica é sobre a importância do que é tido como conservador para que haja as bases sólidas da sociedade. Embora questionados, os modelos que hoje temos dific...